Os fornecedores planejam trazer milhares de agricultores dos estados de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e de Pernambuco para a manifestação. O setor reúne 21 mil produtores e emprega cerca de 90 mil trabalhadores rurais.
A decisão de realizar um protesto de repúdio partiu dos dirigentes de todas as associações estaduais do segmento regional, que estiveram reunidos nesta quarta-feira (23), na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).
Para o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade Lima, a medida é extrema porque a situação é extrema.
"Perdemos 50% do faturamento por conta da seca e estamos sem condição de investir na nova safra", diz Andrade Lima, diante do que chama de "ociosidade do governo" frente à situação.
O dirigente da entidade regional informa que na próxima semana se reunirá com os ministros da Agricultura e da Integração Nacional para expor a situação do segmento. Lima reivindicará a reedição emergencial do Programa de Subvenção da Atividade Canavieira do Nordeste. Será pleiteado ainda o reajuste do valor do subsídio para R$ 10 por tonelada de cana.
O programa consiste em liberar uma quantia financeira ao produtor por quantidade de cana fornecida às usinas da região. A medida foi defendida pela própria presidente Dilma, em 2008, quando ela era ministra da Casa Civil do então presidente Lula, e esteve na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco.
"Esperamos que o nosso pleito seja atendido em tempo de possibilitar ao produtor o manejo adequado dos canaviais para a próxima safra", diz Lima. Os dirigentes nordestinos também condicionaram a possibilidade de não realizar mais o protesto de repúdio a presidente Dilma caso o governo atenda o pleito do setor.
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